Felipe estava internado no CTI de um hospital pediátrico desde seu aniversário de oito anos.
Ao longo desses três intermináveis e duros meses de martírio, todos saíam abalados do leito 14.
Enfermeiras rezavam na capela, médicos faziam conferências com outros médicos para pelo menos tentar chegar perto da cura que parecia tão distante.
A mãe largou o emprego e trocou a casa pela poltrona da sala da recepção. O pai dobrou seu horário de trabalho para conseguir mais dinheiro e pagar os medicamentos de Felipe em sua nova casa.
A cada dia o seu quadro piorava: eram convulsões cada vez mais freqüentes, estava ficando cada vez mais fraco e começando a perder a voz. Comia cada vez menos e raramente sorria.
Chegou a notícia de que um médico russo chegaria para tentar um novo tratamento.
No dia anterior da chegada do médico russo, as unhas de Felipe começaram a cair e seus dentes amoleceram. O fim parecia próximo.
O médico russo era a única salvação.
Do aeroporto foi direto para o centro cirúrgico.
Durante a operação, todos no hospital foram para a capela interceder pelo sucesso da cirurgia, que só teria dois caminhos: ou a cura ou o descanso eterno para Felipe.
A tensão na mesa de cirurgia era proporcional à força da oração na capela. Enfermeiros, médicos, todas as mães das outras crianças, toda família de Felipe, até os porteiros e recepcionistas do hospital estavam numa profunda vigília.
Após sete longas horas, Felipe reagiu bem à cirurgia e sobreviveu. A comoção era geral. Os pais de Felipe falavam que deviam a vida ao médico russo.
Felipe iria voltar para casa em 48 horas.
O médico russo estava exausto e só pensava em descansar para voltar à Rússia.
Pegou um táxi na porta do hospital, eram quase 4 da manhã. Queria ir para o hotel mais próximo e dormir algumas horas.
Como num toque de mágica, um outro carro surge numa velocidade altíssima na contramão. O taxista não conseguiu desviar.
Ninguém sobreviveu.
domingo, 26 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Amanda era a única de suas amigas que sabia beijar. Seu aniversário de 15 anos se aproximava e ela precisava aprender, pois seria vergonhoso dançar a valsa e não dar um beijo apaixonante no final da dança.
O primeiro problema era escolher o seu parceiro, o seu príncipe encantado.
Eduardo não podia, era testemunha de Jeová, ou seja, não freqüentava festas. Bernardo também não podia, pois Kely era apaixonada por ele e isso seria uma traição imperdoável.
Cássio tinha herpes, Davi bafo, Alessandro bigode, Fábio e Fernando eram irmãos, convidando um o outro morreria de ciúmes.
Não podia ser um garoto qualquer, tinha que ser alguém paciente, pois teria que ensiná-la a beijar.
O seu maior medo era morder a língua do menino durante o beijo e o colégio inteiro ficar sabendo.
Inventou uma vizinha que não sabia beijar para Kely, que indicou para a tal vizinha treinar com uma laranja ou com gelo.
Por achar beijar uma laranja meio nojento, preferiu treinar com gelo. Sua garganta inflamou e teve que ficar uma semana em casa tomando antibióticos.
Quando voltou ao colégio teria somente mais duas semanas para encontrar o seu príncipe para sua festa.
Essas duas semanas passaram em segundos e Amanda não tinha encontrado ninguém. Na véspera de sua festa, após chorar durante sete horas em seu travesseiro, Kely chegou na sua casa com pipoca e um filme “Uma Linda Mulher” durante o filme, Amanda descobriu que as prostituas eram mulheres lindas que teriam homens como o Richard Gere apaixonados por ela e que não beijavam, faziam tudo, menos beijar.
Amanda chamou os pais e disse:
“Não quero mais festa, nem príncipe, quero ser prostituta!”
O primeiro problema era escolher o seu parceiro, o seu príncipe encantado.
Eduardo não podia, era testemunha de Jeová, ou seja, não freqüentava festas. Bernardo também não podia, pois Kely era apaixonada por ele e isso seria uma traição imperdoável.
Cássio tinha herpes, Davi bafo, Alessandro bigode, Fábio e Fernando eram irmãos, convidando um o outro morreria de ciúmes.
Não podia ser um garoto qualquer, tinha que ser alguém paciente, pois teria que ensiná-la a beijar.
O seu maior medo era morder a língua do menino durante o beijo e o colégio inteiro ficar sabendo.
Inventou uma vizinha que não sabia beijar para Kely, que indicou para a tal vizinha treinar com uma laranja ou com gelo.
Por achar beijar uma laranja meio nojento, preferiu treinar com gelo. Sua garganta inflamou e teve que ficar uma semana em casa tomando antibióticos.
Quando voltou ao colégio teria somente mais duas semanas para encontrar o seu príncipe para sua festa.
Essas duas semanas passaram em segundos e Amanda não tinha encontrado ninguém. Na véspera de sua festa, após chorar durante sete horas em seu travesseiro, Kely chegou na sua casa com pipoca e um filme “Uma Linda Mulher” durante o filme, Amanda descobriu que as prostituas eram mulheres lindas que teriam homens como o Richard Gere apaixonados por ela e que não beijavam, faziam tudo, menos beijar.
Amanda chamou os pais e disse:
“Não quero mais festa, nem príncipe, quero ser prostituta!”
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